A adaptação ao implante coclear comparada com os ajustes de um F1.

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Já faz quase dois anos desde que tenho este implante… …e muito de meu progresso foi feito recentemente, ajustando de tempos em tempos os quatro programas disponíveis nele.

 

Ironicamente, ajustá-lo é complicado como ajustar a um F1. Cada pequeno detalhe que eu puder ouvir, faz uma grande diferença em como eu entendo o que é falado ou o que está fazendo tal som. A única diferença é que não precisamos ser rápidos aqui – entender o som é muito mais importante, depois vem o quão rápido eu faço isso, só depende de prática.

 

O mesmo vale para um carro de F1: cada ajuste – Cambagem, Molas, Marchas, Asas, Altura – especialmente ajustes como suspensão e aerodinâmica, que dependem de como o piloto gosta de guiar.

 

Quando eu fiz a operação do implante, foi como se tivessem colocado em minha cabeça um novo e mais poderoso motor, e pneus próprios para lidar com essa potência corretamente. Agora eu só tenho de aprender a guiá-lo!

 

Até o momento os ajustes testados têm mostrado um grande progresso, e isso raramente acontece na F1 – onde ás vezes você segue uma direção errada e tem de reajustar tudo de novo.

 

Vejamos uma comparação entre o controle de um carro em torno de uma pista e a audição de algumas palavras. É quase a mesma coisa – pense numa frase com palavras como uma parte da pista, as mais curtas são as curvas lentas, e as mais longas são as curvas rápidas. Duas ou mais frases podem ser uma chicane.

 

No momento, o “carro” está fantástico em curvas lentas, eu posso entender uma ou duas palavras e isso pode ser o bastante pra adivinhar o que estão dizendo. A sensibilidade ainda é pouca mas o volume já está bem alto – Eu posso até ouvir as portas da casa abrindo/fechando em um raio de uns 25 metros, ou alguém tomando banho quando não estou no segundo andar.

 

As curvas rápidas e as chicanes que são a parte mais complicada. Eu preciso entender mais palavras para fazê-las corretamente, então é como ter um carro subesterçante (carro tende a sair de frente e para fora da curva) nelas. O que eu preciso é de um aumento na sensibilidade porque o volume já está forte mas pode sempre ser melhorado.

 

E as retas? Pensem nelas como alguém dizendo só 1 palavra, como me chamar pelo nome ou algo semelhante. Eu posso entender isso bem rápido a menos que haja outros sons em volta pertubando (como a TV em alto volume). Em outras palavras, eu preciso de silêncio primeiro para entendê-las. Outros sons misturados fazem com que seja difícil de entender, então eu me refiro a eles como “ondulações” de uma pista.

 

Para resumir: Ainda há muito trabalho a fazer para achar o ajuste perfeito para o meu implante. Eu ainda não posso falar no telefone ou em um rádio num jogo online, ou então assistir um filme sem legendas. Mas o progresso que tenho feito ultimamente mostra que logo, logo isso será possível – se eu levei um ano para chegar aonde estou, imagine como será após mais um ano.

 

Em termos de ajustes de um carro, é como se ainda estivéssemos procurando a relação de marchas certa (volume) e as asas (sensibilidade) para fazer com que seja rápido (mais fácil de compreender). Só então poderíamos mexer na suspensão e no chassis, para melhorar a sensibilidade e logo será perfeito.

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Esse post foi publicado de terça, 24 de março de 2009 às 10:24, e arquivado em Blog. Você pode acompanhar os comentários desse post através do feed RSS 2.0. Você pode comentar ou mandar um trackback do seu site pra cá.

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